A cultura de “estar” investidor

Atuar no mercado acionário está ligado ao controle sobre o consumo e o conhecimento do risco O mundo das finanças sempre fez parte da vida de Leonardo Barros Brito de Pinho. Natural de Salvador, na Bahia, o fascínio por esse mercado o incentivou a estudar e buscar conhecimento contínuo, como o faz até hoje. Ele é mais um entre os milhares de brasileiros que optaram por seguir uma profissão ligada a investimento e também investirem o próprio dinheiro. Antes de participar da compra e venda de ações, a partir de 2000, ele apostou, ainda jovem, nos Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Pinho assume ter uma visão diferenciada em relação à forma como o brasileiro administra o próprio dinheiro e o desejo de consumo. “Para se entender como investidor, é preciso trabalhar a expectativa, sem culpa”, disse sobre o que seria o primeiro passo para quem pretende poupar, aprendendo a não antecipar a compra. “É pensar com racionalidade, a meta não vai sumir”, complementou. Ao mesmo tempo em que vê como necessária a educação financeira, principalmente nas escolas, Pinho afirma que investir em renda variável não tem mistério, pois funciona como um empréstimo de dinheiro a determinada empresa, que vai rentabilizar e retornar com os juros. Com a possibilidade de reservar um dinheiro a cada mês, Pinho manteve uma quantia aplicada em CDB, acessível para qualquer emergência. Com o restante, ele optou por diversificar os investimentos apostando na renda variável. “O ideal é manter um equilíbrio”. Ele acompanha os rendimentos através de uma corretora, consulta assessores, participa de cursos e palestras e acompanha o cenário econômico para traçar estratégias. “Você não é um investidor, você ‘está’ investidor”, explicou sobre a lógica do comportamento de quem deseja poupar. Ele diz que investir é mais do que meta, é a forma como se posicionar. Dever de casa Apesar da família ser formada por profissionais da Medicina, Pinho preferiu seguir o interesse formando-se em Administração. Hoje atua no mercado financeiro, sem deixar de lado o “estar investidor”. No mercado acionário, ele diversifica a carteira aplicando em setores que mais lhe interessam, como siderúrgico e bancário, por exemplo. Mas alerta que para investir é preciso “fazer o dever de casa”. Uma das tarefas é estar ciente do risco que se vai correr ao aplicar o dinheiro, pois a rentabilidade pode ser grande, assim como o prejuízo. Ele explica que o risco aumenta quando se concentra o dinheiro em um mesmo investimento e diminui quando se diversifica. Uma vez na bolsa de valores, é necessário estar atento e saber tomar decisões mais adequadas. Com a crise de 2008 batendo à porta, Pinho aproveitou as informações de assessores e vendeu papéis em valor menor. O que ele não ganhou para evitar maiores prejuízos foi compensado com a compra, mais tarde, de ações mais baratas. A previsibilidade do cenário econômico nos últimos anos permite a tomada de decisões como essas com segurança, o que também contribuiu para levar mais investidores à bolsa.

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