BH Está Longe de cumprir a meta de 2010

Segundo a Caixa Econômica Federal, Belo Horizonte atingiu apenas 38,7% da meta de construção de 10.619 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida. Na faixa de renda de até três salários mínimos, o percentual de unidades contratadas não chega a 15% da meta de 4.248 unidades. O levantamento, porém, exclui os contratos assinados ontem para a construção de 2.726 unidades. Desse total, 1.470 serão destinadas às famílias com renda entre 1 e 3 salários mínimos. Foram inscritas mais de 45 mil famílias para serem beneficiadas na capital mineira. Se forem computados esses números, a capital mineira terá cumprido apenas 46% da meta estabelecida até o fim de 2010. O prefeito Marcio Lacerda defendeu ontem que Belo Horizonte tenha no Minha Casa, Minha Vida 2, ainda em fase de estudo, um número maior de unidades do programa para compensar os contratos que não foram assinados, sobretudo os destinados à baixa renda. Segundo a presidenta da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, o valor dos subsídios oferecidos deve ser revisto na segunda versão do programa. “Nos próximos quatro anos, as questões específicas de Estados e municípios serão revistas”, disse. Para o vice-presidente do Sinduscon-MG, André Campos, o ideal é que o subsídio na capital mineira seja de R$ 56,1 mil. “É o mínimo para viabilizarmos as obras”, completou. Para a construção das 1.470 unidades para a baixa renda, a prefeitura repassou à construtora responsável pela obra cerca de R$ 9 milhões, o que garante um subsídio extra de R$ 6.200 por unidade, fora os incentivos fiscais. *Publicado em 22/10/2010 / O Tempo / Economia

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