Bons ventos na construção

  Júnia Leticia – Estado de Minas   Otimismo movimenta o setor, que experimenta crescimento que não era visto há mais de duas décadas
Eduardo Almeida/RA Studio
10 de outubro de 2010 – O bom momento da indústria da construção no país gera a realização de feiras e programações técnicas do setor. Além deles, eventos de arquitetura e decoração fazem com que as atenções se voltem ainda mais para o mercado imobiliário. Há espaço, ainda, para a promoção de concursos que buscam incentivar o desenvolvimento de projetos inovadores na área, além de pesquisa que apura o desempenho do comércio varejista de material de construção. Veja também: Projeções preveem que bom momento vai continuar Concorrência desleal, o outro lado do boom da construção civil Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargos, são várias as razões para o crescimento do setor nos últimos anos. “Entre elas, podemos destacar a maior oferta de crédito imobiliário – aliado à redução da taxa de juros dos financiamentos e a prazos maiores para pagamento –, o aumento do emprego formal, o crescimento da renda familiar e a estabilidade macroeconômica”, enumera. As mudanças no marco regulatório do mercado imobiliário (Lei 10.931/2004) – que, segundo ele, resultaram em segurança, transparência e agilidade – e a melhor previsibilidade da economia, tornando mais factíveis os negócios imobiliários, também contribuem para o atual cenário. “Além deles, as pequenas obras e as reformas, que estimulam o chamado consumo ‘formiga’, as obras de ampliação nos segmentos de mineração e siderurgia e, mais recentemente, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Minha casa, minha vida”, completa Teodomiro. Mas esse panorama nem sempre foi assim. O vice-presidente da Fiemg conta que de 1996 a 2003, por exemplo, o crescimento da construção nacional foi de apenas 3,81%. “O que significou crescimento médio anual de inacreditável 0,47%. Em Minas, nesse mesmo período, o crescimento acumulado pela construção foi de 2,96%, correspondendo, portanto, a uma alta anual média de 0,36%”, diz. A mudança começou em 2004, com novos instrumentos jurídicos de incentivo ao crédito habitacional, aliados à manutenção do ambiente de estabilidade macroeconômica, como conta Teodomiro. “Mas uma conjunção de fatores contribuiu para que a construção iniciasse sua trajetória de crescimento. O aperfeiçoamento dos instrumentos jurídicos, a redução da taxa de juros e o incremento do financiamento imobiliário são somente alguns deles.” O resultado disso é que nos últimos seis anos – com exceção de 2009 – os números do setor foram animadores. “No período de 2004 a 2009, a construção cresceu 20,84% no país e 42,52% em Minas Gerais”, fala o vice-presidente da Fiemg.

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