Casa é construída de cabeça para baixo em Belo Horizonte

Construção em Ribeirão das Neves coloca telhado na base e calçada na parte superior, virando atração para comunidade
Construção em Ribeirão das Neves coloca telhado na base e calçada na parte superior, virando atração para comunidade
Quem passa pela Rua Serra Negra, no Bairro Granja Primavera, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte, se depara com uma cena inusitada. Em um lote de 10 mil metros quadrados foi construída uma casa que desperta a curiosidade de qualquer um. Ela foi feita de cabeça para baixo, ou seja, o telhado fica na base e a calçada na parte superior da construção. Para compor o cenário, bicicleta, mesa de jogar dama, vaso com flores, torneira com mangueira e até um cachorro foram colocados no passeio, tudo de forma invertida. “Queria que a casa tivesse um ar de interior, onde as pessoas têm o hábito de colocar as coisas na calçada”, disse o proprietário do imóvel e criador do projeto, o advogado Eduardo José Lima, de 66 anos, natural de Manhumirim, na Zona da Mata. Veja mais imagens da casa As janelas ganharam sacadas em estilo colonial, também instaladas de cabeça para baixo, da mesma forma que as luminárias externas e a caixa de correspondências. “Isso foi um pedido da minha mulher, que queria alguma coisa que lembrasse o Serro (na Região Central), onde ela nasceu”, disse Eduardo. Do lado de dentro da casa não poderia ser diferente. No teto da sala estão dependurados tapete, mesa de centro, vaso de planta e ventilador, tudo invertido. Em um dos banheiros, o lavabo e o espelho foram parar no alto. Mas Eduardo resolveu inovar ainda mais. Em dois anexos da casa invertida, ele decidiu fazer “algo diferente”. Desta vez, os telhados foram construídos na parede lateral, como se o imóvel tivesse tombado para a esquerda. Há entradas de ar para o sótão imaginário, antena de TV e até chaminé. “A primeira pessoa que viu ficou assustada e disse: ‘A casa caiu’. Como é um jargão policial para estelionato, pedi para colocar a numeração 171 no anexo, com os números tombados”, diverte-se o advogado. O plano de construir uma casa diferente surgiu quando Eduardo decidiu presentear o filho, que estudava veterinária. “Queria fazer algo que chamasse a atenção de quem passava pela Rua Filadélfia, a principal do bairro, de onde dá para ver o imóvel”, disse. A primeira parte ficou pronta em junho de 2008. Em seguida, o advogado resolveu criar os anexos, etapa concluída em janeiro do ano passado. “A ideia veio num estalo. Chamei o engenheiro e disse o que queria, porém, eu não conseguia desenhar. Ele custou a entender e ficava falando que não iria dar certo. Depois que acertamos tudo, foi só explicar para o especialista em telhados.” O filho de Eduardo decidiu não seguir a carreira de veterinário. Com isso, o advogado, que mora no Bairro Ouro Preto, na Região da Pampulha, acabou transformando a casa invertida em espaço para festas e eventos. “Resolvi não murar o lote, para que todos possam ver o imóvel. No fim de semana, fica cheio de gente aqui. Eu abria para visitação, mas decidi parar, para evitar danos”, disse. Além de turistas, a construção atrai engenheiros e matemáticos. “Muitos usam a casa para dar aulas sobre ângulos.

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