Cobre em sistema de ar condicionado pode reduzir mau cheiro e infecções

Componentes de cobre com propriedades antimicrobianas foram testados em sistemas de ar condicionado para prevenir proliferação de fungos e bactérias.  O cheiro de mofo que aparece ao ligar o ar condicionado do carro ou do edifício surge em decorrência dos fungos que crescem no interior do aparelho. Estes sistemas, por oferecerem um ambiente escuro e úmido, favorecem a proliferação de bactérias e fungos, o que provoca mau cheiro e queda na eficiência do equipamento. Para combater este fenômeno, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos está financiando uma pesquisa para descobrir se os componentes de cobre podem minimizar o crescimento e a proliferação de bactérias que aparecem no ar condicionado, graças à propriedade bactericida do metal. O EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) certificou o cobre como o primeiro metal bactericida, em 2007, devido à demonstração de que possui atividade inibidora de microorganismos. Dependendo do tipo de microorganismo, o cobre pode atuar como agente bactericida, inibindo sua multiplicação. A pesquisa compara o desempenho dos componentes do ar condicionado de cobre com os de alumínio e sua capacidade para inibir o crescimento de bactérias e fungos. Os componentes testados foram aqueles onde micróbios tendem a se proliferar como bobinas de refrigeração, tubos e controladores de calor, filtros de ar e pás do ventilador. O estudo testou a eficácia das superfícies de cobre para inibir o crescimento de micróbios, que além de ser a fonte de mau cheiro, também compromete o rendimento térmico do equipamento quando se acumulam nas superfícies de emissão de calor. “Os resultados podem contribuir significativamente para a redução da Síndrome do Edifício Doente e a melhoria da qualidade do ar em seu interior”, diz Dr. Harold Michels, chefe do Programa de Saúde Pública da Associação Internacional do Cobre (ICA em inglês). Síndrome do Edifício Doente – De acordo com a EPA, o termo “Síndrome do Edifício Doente” é utilizado para descrever situações em que ocupantes de edifício apresentam problemas de saúde e suas causas parecem estar vinculadas ao tempo em que permanecem em locais fechados e com má ventilação. O problema pode estar localizado em uma sala ou em todo o edifício. Muitas vezes esta condição é temporária, mas alguns edifícios tem problemas de longo prazo. Com frequência, os problemas surgem quando um edifício é operado ou mantido de forma incompatível com seu desenho original ou com os procedimentos operacionais previstos. Às vezes, problemas de ventilação interna são consequência de má construção do prédio ou da atividade praticada no local. Da mesma forma, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que os elementos de construção podem ser uma fonte de contaminação do ar interno, os quais podem causar impacto na saúde e afetar o rendimento pessoal. A falta de ventilação e higiene aumentam o risco de doenças, que podem ser reforçadas pelo sistema de aquecimento ou ar condicionado defeituosos. Nos edifícios modernos de hoje, a preocupação com a exposição a microorganismos tóxicos criou uma grande necessidade de melhorar as condições higiênicas dos sistemas de ar condicionado, ventilação e aquecimento. Acredita-se que os microorganismos são causadores de mais de 60% das enfermidades nos edifícios. Nas pessoas imunocomprometidas, a exposição a potentes microorganismos provenientes dos sistemas de ar condicionado, ventilação e calefação pode causar infecções severas. O uso do cobre antimicrobiano em vez de materiais biologicamente inertes nos tubos do trocador de calor, nas palhetas, nos filtros e nos ductos, é um meio viável e efetivo quanto a custos para ajudar a controlar o crescimento de bactérias e fungos que se desenvolvem nestes sistemas. “As melhorias no design e produção de sistemas de ar condicionado levaram ao aumento da eficiência energética, mas, ao mesmo tempo, tornaram-se em uma fonte de bactérias. É por isso que os resultados destas pesquisas devem fazer com que os sistemas interfiram na saúde, diz Charles Feigley, professor PhD de Ciências da Saúde Ambiental da Universidade de Carolina do Sul e principal pesquisador do estudo.

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