Construção civil emprega 1,1 milhão em 2009

Geórgea Choucair – Estado de Minas
Setor contrata cada vez mais mulheres - (NANDO OLIVEIRA/ESP. EM/ D. A P)  
Setor contrata cada vez mais mulheres
O setor da construção civil empregou 1,11 milhão de trabalhadores em 2009, entre assalariados, autônomos, empregadores e donos de pequenos empreendimentos familiares. Em 2008, havia aproximadamente 993 mil pessoas no setor ou 12% a menos do que em 2009. O número é de relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e leva em conta seis regiões metropolitanas: Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. Da primeira para a segunda metade do ano, houve aumento de 10,2% no número de pessoas empregadas. “Foi o segundo semestre que determinou a geração de postos de trabalho na construção civil. Nos primeiros seis meses do ano passado, ainda havia muita incerteza em relação à crise financeira”, afirma o economista Mário Rodarte, coordenador da pesquisa de emprego e desemprego do Dieese. Em Belo Horizonte, o número de trabalhadores na construção civil somou 184 mil no segundo semestre de 2009, aumento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2008. O rendimento dos trabalhadores no semestre passado, entretanto, recuou em quatro regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese: Belo Horizonte, Distrito Federal, Recife, Salvador. A maior queda foi em Belo Horizonte, onde o trabalhador recebeu em média R$ 739 em 2009, contra R$ 856 em 2008, recuo de 13,7%. “Alguns trabalhadores podem ter sido contratados por salário mais baixo. Mas não considero isso uma tendência. Os fatores negativos cessaram e deve ocorrer variações positivas a partir de agora”, ressalta Rodarte. A mão de obra feminina ajuda a engrossar os números da construção civil, como é o caso da rejuntadeira Aparecida Manuel Pedra, que está há cinco anos no setor. “Faltava trabalho em outras atividades. Aí entrei para a construção civil”, conta. Antes de ser rejuntadeira, ela foi frentista. “Mas não deu certo, Tinha que trabalhar com o público e com dinheiro. Prefiro agora, nas obras, pois o salário é melhor também”, diz.

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