Diminuindo custos

O conceito de alvenaria estrutural chama a atenção de projetistas e construtores principalmente pela racionalização dos gastos, que podem ser reduzidos em 20%
ABCP/Divulgação

Alvenaria estrutural, que vem evoluindo no Brasil desde que começou a ser utilizada, há cerca de 30 anos, foi o tema principal do fórum mineiro realizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP)
A alvenaria estrutural foi tema do primeiro fórum mineiro realizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). O conceito vem se expandido em Minas Gerais e chama a atenção de projetistas e construtores, devido à racionalização de custos, que podem ser reduzidos em até 20%, e do avanço tecnológico no processo construtivo e de material. A entidade estima que o crescimento nos últimos 10 anos tenha chegado a 20%. Segundo o engenheiro Arnaldo Wendler, coordenador do Grupo de Trabalho em Alvenaria Estrutural da Comunidade da Construção da ABCP Nacional, a alvenaria vem evoluindo ao longo dos últimos 30 anos, desde que começou a ser utilizada no Brasil. “O principal motivo dessa evolução está no conhecimento do processo por todos os projetistas e construtores. O que há de mais importante é a racionalização do sistema e a coordenação entre projetos. É conseguir repassar esse conhecimento para os projetos, de maneira que eles possam ficar melhores, mais inteligíveis.” Basicamente, qualquer obra que tenha paredes pode lançar mão desse conceito. Entretanto, não se deve dizer que um sistema é absolutamente o melhor em todas as situações. Um escritório que não tenha paredes internas por falta de divisões e as fachadas inteiramente de vidro não podem ter paredes estruturais. Mas ele é possível em praticamente todas as obras residenciais, comerciais de padrões pequeno e médio, em que as salas são divididas com paredes – hospitais, escolas. O sistema é muito amplo e se adapta a todo tipo de construção, desde que seja pensado com esse conceito. “Mas torna-se inviável se não for pensado o conceito de alvenaria estrutural desde o início do projeto, da arquitetura e de toda a concepção para depois adaptá-lo a esse sistema”, adverte o engenheiro. O conceito da alvenaria estrutural vem de obras do antigo Egito, as pirâmides, Veneza, países do Oriente Médio. É diferente do sistema mais convencional, que usa os pilares, as vigas e lajes e uma estrutura de concreto preenchida com parede de vedação. Com o tempo, a alvenaria estrutural foi evoluindo do ponto de vista tecnológico, com blocos de concreto mais resistentes. As chamadas famílias modulares: fábricas mais modernas, com tecnologia embutida, tecnologia de material e equipamentos, o processo de fabricação das peças etc., explica Geraldo Lincoln Raydan, gerente regional da ABCP-MG. BASE. “Prédios antigos, por exemplo, da década de 1940, com novos módulos, de 10 ou 12 pavimentos, tinham uma base com 1,80m de espessura. Hoje, constroem-se prédios de 20 pavimentos, com 14cm de espessura. Com a tecnologia mais avançada é possível construir blocos muito mais resistentes do que aqueles feitos de pedras, como no Coliseu romano, onde há blocos de cerâmica e de pedra na base, com grandes espessuras.” De acordo com Lincoln Raydan, São Paulo e os estados do Sul do Brasil estão à frente nessa tecnologia, com essa cultura mais consolidada. Em Minas houve um impulso que se acentuou nos últimos cinco anos, com lançamento de programas do governo federal de casas populares e com o boom imobiliário. Elian Guimarães – Estado de Minas

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