Expectativa é de que haja um boom no setor imobiliário

 
Eduardo Almeida/RA Studio
Presidente da ABIH, Silvania Capanema acredita que um número  expressivo de hotéis e flats serão construídos até 2014
Os sete hotéis com projetos em execução ou em estudo de viabilidade financeira completam a previsão de ofertas de novas unidades. Com os novos empreendimentos, mais 1.620 apartamentos serão disponibilizados, resultando em 3.726 leitos. “A soma de apartamentos desses novos hotéis significa hospedagem para 10.915 pessoas, considerando 66,6% de apartamentos duplos e 33,3 % de apartamentos triplos”, diz Silvania Capanema, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-MG). Porém, devido ao incentivo dado às construtoras com a Lei Municipal 9.952/2010, ela acredita que um número bem superior de hotéis e flats venham a ser construídos até 2014. “Ainda mais considerando que as construtoras podem entrar com projetos para aprovação até 30 de abril de 2011, tendo prazo para a conclusão das obras até 28 de fevereiro de 2014.” Pela nova lei municipal, o coeficiente de aproveitamento (CA) dos lotes de Belo Horizonte, para efeito de construção de hotéis ou flats até 2014, passa para 5.0, o que torna o investimento na construção de hotéis bem atrativo. “Com isso, qualquer proprietário de terreno que queira um bom lucro na venda do imóvel construído irá optar pela construção de um hotel”, considera a presidente da ABIH. Para se ter uma ideia da lucratividade do investimento, Silvania Capanema fala que em um lote de 1.200 metros quadrados (m2) na Savassi, cujo CA é 3.4, poderia ser construído um prédio residencial ou comercial com 4.800 m2 de área líquida. “Se for um hotel, essa área passa para 6.000 m2 de área bruta, que é igual à soma da área líquida, com a garagem, área de elevador e escadas.” A presidente da ABIH cita dois empreendimentos recentemente lançados. Segundo ela, o m2 de construção em edifício de alto luxo com apartamento de sala e 2 quartos está sendo comercializado na Savassi a R$ 8.125 o m2. No Savassi Lifestyle, por exemplo, apartamentos de 80 m2 custam R$ 650 mil. “Enquanto novas unidades hoteleiras de categoria econômica estão sendo comercializadas a R$ 15.312,50 o m2. No Ibis, na Avenida Afonso Pena com Rua Gonçalves Dias, apartamentos de 16 m2 custam R$ 245 mil”, informa Silvania Capanema. TEMPO RECORDE. Outro grupo que também está de olho no bom momento para o mercado hoteleiro é a rede de Hotéis Arco, que, associada à Bitarães Imóveis, está expandindo o San Diego Suítes Pampulha, instalado na orla da lagoa. E assim como o Ibis Afonso Pena, que com um mês de lançamento já havia comercializado quase todas as suas unidades, o San Diego, que teve suas obras iniciadas em junho, negociou seus 78 apartamentos em tempo recorde. Com a alta demanda de leitos hoteleiros na cidade – não só em razão da Copa, mas também devido ao turismo de negócios –, os empresários da Bitarães Imóveis e da Hotéis Arco sentiram a necessidade de expandir o empreendimento. Para isso, foram adquiridos mais dois terrenos ao lado da área que já está em construção, para ampliar a estrutura do hotel horizontalmente. A previsão é dobrar o número de quartos e ampliar toda a infraestrutura. Apesar da necessidade de expandir o empreendimento, o superintendente da rede de Hotéis Arco, vice-presidente da ABIH e diretor administrativo do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau (BHC&VB), Rodrigo Mangerotti, não acredita que haja déficit de unidades para atender a Copa. “Porém, precisamos qualificar os hotéis e diversificar a oferta, hoje muito concentrada no mid scale”, comenta, fazendo referência às unidades de padrão médio.

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