Imóvel valoriza mais do que qualquer aplicação financeira

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Imóvel valoriza mais do que qualquer aplicação financeira Com valorização de até 25% em um ano, imóvel é boa opção de investimento Desde 2008, quando veio à tona a crise financeira internacional, o advogado Kelsen Andrade, 30, se desdobra para aplicar bem os R$ 150 mil poupados ao longo dos anos. Depois de passar pela bolsa de valores, fundos de renda fixa e poupança, o dinheiro está prestes a ser convertido na casa própria. Mas, em vez de comprar à vista por um teto do mesmo valor, o advogado resolveu adquirir um imóvel na faixa de R$ 340 mil e financiar o restante. “Quero aproveitar as facilidades de financiamento para comprar meu imóvel porque, hoje, pago R$ 1.300 só de aluguel”, disse. Com a estabilidade econômica, a recuperação da renda e do emprego e a queda das taxas de juros para financiamento habitacional, o mineiro se encoraja cada vez mais em busca do sonho da casa própria. De acordo com o último levantamento da Caixa Econômica Federal, que responde por cerca de 70% dos empréstimos com recursos da poupança e do FGTS, o volume de crédito para a compra da casa própria quase dobrou nos últimos 12 meses. Até o dia 10 de outubro deste ano, a soma de empréstimos ultrapassava R$ 6,3 bilhões. No mesmo período de 2009, os valores chegaram a R$ 3,5 bilhões. Segundo a Caixa, o número de contratos também disparou, passando de 75.708 unidades para 142.189. “O aumento da massa salarial, a estabilidade econômica e a geração de empregos explicam esse encorajamento das famílias em contrair dívidas de longo prazo. Hoje, o valor de cada prestação é decrescente e isso permite um comprometimento menor da renda”, avalia o gerente regional de habitação da Caixa, Marivaldo de Araújo Ribeiro. Nosso personagem está em fase de negociação com a imobiliária de um imóvel de três quartos, sendo um com suíte e duas vagas na garagem. “A princípio, a ideia é morar no imóvel, mas nada impede, caso haja oportunidade, de abrir mão do patrimônio se a rentabilidade for maior. O mercado de imóveis oscila bastante, mas acho que não vou perder dinheiro”, acredita Andrade. De acordo com analistas, a valorização de imóveis na região metropolitana de Belo Horizonte deve variar entre 20% e 25% neste ano. Baseado no valor do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) pago em 2009, a alta do valor médio dos imóveis foi de 26% no ano passado. “A rentabilidade dos imóveis, com o mercado aquecido, torna-se muito atraente para quem deseja investir a curto prazo”, avalia o advogado especialista no ramo imobiliário, Kênio Pereira. Investimento. “Tendo em vista que os imóveis estão subindo em torno de 20% ao ano e considerando que os juros dos empréstimos imobiliários estão entre 8% e 10,5%, vale a pena, sim, pegar empréstimo para aplicar num imóvel. O problema é que um financiamento imobiliário é firmado com prazos longos (10 a 20 anos em média) e ninguém tem como prever se esse cenário perdurará por décadas. Mas, a curto prazo, o custo do empréstimo é compensado com a valorização do imóvel”, afirma Pereira. Até setembro, as aplicações no Índice Bovespa renderam apenas 1,23%, enquanto os fundos de renda fixa alcançaram 6,5% e a poupança 5,08%. Inadimplência Sem calote. De acordo com a Caixa, a taxa de inadimplência nos contratos de financiamento da casa própria caiu, em média, de 5% para 1,7% nos últimos cinco anos, o que favorece a redução dos juros no mercado. Trocar aluguel por prestação é bom negócio Em 2010, mais de 142 mil imóveis foram financiados pela CEF O consultor em finanças pessoais Erasmo Vieira afirma que, em suas palestras, surgem muitas dúvidas em relação à forma de adquirir a casa própria. “Existe uma regra básica, por exemplo, para quem deseja fazer um bom financiamento: financiar o mínimo possível no menor prazo possível, desde que a prestação esteja perfeitamente dentro do seu orçamento”, ensina. Para o especialista, o financiamento da casa própria é mais recomendável para famílias que pagam aluguel de até R$ 1.000. “Agora, se o aluguel é baixo, a melhor opção é poupar para, no futuro, dar uma entrada maior na hora de financiar o imóvel”, afirma. De acordo com a Caixa, a taxa de juros média para famílias com renda de até dez salários varia de 4,5% a 8,5% ao ano, mais a Taxa de Referência (TR). Para as famílias com renda acima de dez mínimos, a taxa média oscila entre 8,5% e 12%. “Comparados com os juros comerciais, é uma taxa infinitamente mais baixa”, disse o gerente regional, Marivaldo de Araújo. (ZM) Fonte: O tempo BH – Zu Moreira

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