Investidores estrangeiros retomam interesse por mercado imobiliário brasileiro

Análise setorial da Jones Lang LaSalle mostra que volume de negócios não sofreu forte impacto da crise. Depois de seis meses de saídas de capital, verificadas a partir de setembro de 2008, o Brasil registrou a entrada de dólares em abril deste ano. É um sinal de que os investidores estrangeiros estão começando a mostrar interesse novamente pelo mercado. De acordo com a análise setorial Investment Case for Brazil, desenvolvida pela Jones Lang LaSalle, o ambiente macroeconômico do País, aliado ao grau de investimento, apontam para maior liquidez: tão logo se verifique o abrandamento da crise financeira, o cenário estará favorável para maior oferta de empréstimos e instrumentos mais sofisticados de crédito. Neste ano, apesar da reduzida liquidez do mercado imobiliário, grandes transações foram efetivadas no País, como a venda, em fevereiro, da cota majoritária do Torre Almirante por R$ 206 milhões, um dos edifícios de melhor padrão do Rio de Janeiro, que conta com 50 mil m2, inteiramente ocupados pela Petrobras. Outro grande negócio registrado no setor este ano foi a venda de uma parte do Eldorado Business Tower, em São Paulo, por R$ 290 milhões. O edifício, com 56 mil m2, foi entregue em 2008 e está completamente alugado. Segundo a análise, baseada nos dados relativos ao primeiro semestre, com os investidores estrangeiros temporariamente em ritmo de espera, o mercado presenciou o aumento das aquisições por pessoas físicas em negociações que atingiram em média R$ 15 milhões. Porém, já se percebe o movimento de alguns grupos de investidores que estão retomando seus planos de investimentos no setor. A maior transparência do mercado imobiliário brasileiro é mais um fator positivo, já que os investidores estão mais seguros por dispor de uma base maior de informações sobre os negócios realizados no setor. De acordo com o ranking Real Estate Transparency Índex, realizado anualmente pela Jones Lang LaSalle, o Brasil atinge o nível de semitransparência e figura como o mercado imobiliário mais transparente da América Latina. Em 2005, aproximadamente 22 negociações imobiliárias foram informadas publicamente, a maioria no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 2006, o volume de transações informadas publicamente aumentou 322%. Durante 2007, os IPOs realizados no setor imobiliário foram responsáveis por 28% de todas as ofertas públicas realizadas no País, fato que contribuiu fortemente para o aumento da transparência.

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