Levar o verde das plantas para ambientes fechados requer cuidados especiais

A arquiteta e urbanista Juliana Couri diz que a mesma espécie pode apresentar tamanhos diferentes
A arquiteta e urbanista Juliana Couri diz que a mesma espécie pode apresentar tamanhos diferentes
Para os amantes das plantas que moram em apartamentos a maior preocupação é como fazer para que elas fiquem bonitas e saudáveis, mesmo não estando ao ar livre. Para que isso seja possível, é importante conhecer quais as espécies ideais para interiores e seguir as especificidades de cada uma delas. Veja ambientes decorados com plantas Como fazem parte de um contexto, antes de as escolher, é preciso prestar atenção ao estilo da decoração, como observa o paisagista e ambientalista Caio Zoza. “O segundo item é a luminosidade do local. Cada planta necessita de uma quantidade adequada de lux (unidade de medida de luminosidade) para se desenvolver ou mesmo para permanecer viva”, conta. Outro aspecto muito importante refere-se às correntes de ar em varandas abertas. De acordo com o paisagista, o vento é prejudicial a uma grande quantidade de espécies, principalmente às de folhas largas, que desidratam com mais facilidade. “A temperatura e a umidade relativa do local onde as plantas permanecerão também são muito importantes. A maioria delas não suporta altas temperaturas por longos períodos”, completa Zoza. Cuidados A periodicidade e a quantidade de regas necessárias para o desenvolvimento de cada espécie também devem ser consideradas. Tanto para medir a umidade do substrato – meio orgânico ou misto (químico e orgânico) usado para plantio em condições técnicas de crescimento mais adequado – quanto a intensidade da luz local, existem aparelhos (higrômetro e luxómetro, respectivamente) utilizados por paisagistas profissionais para detectar corretamente esses dados. Confira dicas para ter plantas saudáveis A arquiteta e urbanista Juliana Couri diz que a mesma espécie pode apresentar tamanhos diferentes. Para os que não são profissionais, Caio Zoza aconselha um método próprio, a ser utilizado no dia a dia. “Sempre uso o dedo para verificar se o substrato está úmido e a observação para averiguar se a luminosidade está adequada”, explica. Espécies De posse dessas informações, é hora de escolher a espécie adequada para espaços internos. A arquiteta Daniela Lauar sugere as palmeiras chamaedorea, licuala e fênix, ráfis, sagifragas (lança de Santa Rita), nolina (pata de elefante), árvore da felicidade, orquídeas, bromélias, entre outras. “As espécies são divididas entre as de meia-sombra, que precisam de pelo menos quatro horas diárias de sol indireto – podendo ter um pouco de sol direto –, ou de sombra, que devem receber de quatro a seis horas de luz difusa”, comenta. Leia também: Verde por todos os cantos Além dessas, a paisagista Gilda Maria acrescenta outras, como a jiboia, o filodendro, a palmeira leque, a camedorea elegante, o singônio, os ficus benjamina e a lyrata. Para escolher entre tantas espécies, é preciso considerar as necessidades de cada planta. “Algumas são mais resistentes e necessitam de menos água, então poderão ser inseridas em ambientes com ar-condicionado”, exemplifica. No entanto, há espécies que têm necessidade de mais claridade, devendo, portanto, ficar próximas a janelas. Já o porte de cada uma delas será determinado pelo espaço que o morador tem, como explica a arquiteta e urbanista Juliana Couri. As opções são tantas que permitem até a colocação de arbustos, como buxinhos, clúsias, dracenas e yuca, tida pelo paisagista Caio Zoza como a sensação do momento. “Forrações como dólar, dinheiro em penca, clorofito, hera e hedera, cactos e suculentas na sua maioria e as tradicionais, como os antúrios, espatifilus e samambaias em geral também são opções.”

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