Liberar FGTS da casa custará menos

Fonte: Diário de S. Paulo Para imóveis de até R$ 130 mil, bancos poderão cobrar no máximo R$ 800 para movimentação do Fundo Quem pretende usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de um imóvel vai gastar menos com as taxas cobradas pelos bancos para a prestação dos serviços na intermediação do uso do Fundo. O Conselho Curador do FGTS baixou ontem uma resolução que estabelece limites para a cobrança. O prazo para as empresas se adaptarem às novas regras é de dois meses. A Caixa hoje cobra cerca de R$ 1 mil pelos serviços oferecidos aos clientes. Já outras instituições financeiras chegam a pedir três vezes mais (R$ 3 mil). A partir de maio, aqueles que financiarem um imóvel de até R$ 130 mil pagarão um teto de 0,16% sobre o valor. Para casas com valor até R$ 500 mil, o limite será de 0,32%. Limite na taxa “O maior benefício da medida vai se dar pela taxação fixa dos bancos. Hoje, cada instituição financeira pode estabelecer a tarifa que for mais conveniente para ela”, analisa Elson Povoa, membro do conselho curador do FGTS. Segundo o ministro do Trabalho e presidente do conselho, Carlos Lupi, a medida vai beneficiar principalmente o pequeno cotista, que vai pagar um valor máximo de R$ 800, enquanto os demais pagarão, no máximo, R$ 1.600. Para Povoa, a medida fará com que as taxas sejam mais justas, uma vez que vão reduzir bastante o valor para o mutuário. “Vai facilitar principalmente a aquisição de imóveis por parte da população de baixa renda”, explica. O especialista afirma também que a redução das taxas vai resultar em uma maior demanda por imóveis por parte de todas as camadas sociais, uma vez que as taxas serão reduzidas quase pela metade. O financiamento imobiliário cresceu 41,6% nos últimos 12 meses acumulados até fevereiro e registrou recorde, segundo dados do Banco Central. A relação com o Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 2,2%, em 2009, para 3%. O estoque de financiamentos habitacionais era de R$ 96,76 bilhões no mês passado, o que representa uma alta de 2,7% sobre janeiro. Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, apesar da forte expansão vivida pelo mercado imobiliários, o volume “ainda é muito baixo” na relação com o PIB. “As razões para isso podem se resumir no fato de que, para emprestar a longo prazo, tem que captar também no longo prazo. E só agora estão surgindo os instrumentos para isso”, explica o especialista.

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