Mansões suspensas mudam o cenário imobiliário de luxo em Minas Gerais

Imagine uma casa com cinco suítes, living para cinco ambientes com 134 metros quadrados, double living com mezanino, dois lavabos, copa noturna, rouparia, cristaleira, despensa, adega, relax home com sauna, lavabo e infraestrutura para spa. As descrições parecem com as de uma mansão localizada em tradicionais bairros de Belo Horizonte, mas trata-se de um apartamento que atende o conceito do que está sendo designado como mansão suspensa. Essa descrição refere-se, especificamente, ao empreendimento Cronos, do Grand Lider Olympus, primeiro private condomínio da cidade, conceito de moradia que une privacidade e exclusividade com espaços de convivência. São condomínios que oferecem tantas opções de lazer que o morador nem precisa sair de casa. No caso do Olympus, são nove torres, divididas em seis condomínios. Cada um deles tem sua área de lazer própria, e o empreendimento como um todo tem uma grande área de lazer master (comum a todos). O conceito também pode ser definido como um grande condomínio composto por outros, no qual o morador tem a segurança dos edifícios com a exclusividade de áreas de lazer separadas, onde a privacidade está sempre presente. Localizado no Bairro Vila da Serra, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte, o empreendimento tem 671 metros quadrados e prazo de entrega previsto para setembro de 2012. Segundo o diretor de incorporação da LiderCyrela, Dennyson Porto, mansão suspensa é um novo conceito para produtos que estão voltados para um público de altíssimo luxo, que querem encontrar em um apartamento as mesmas vantagens que uma casa oferece. “Começamos a observar uma tendência das pessoas quererem migrar de casas para apartamentos, mas sem perder o conforto. Ou seja, elas querem ter grandes espaços internos sem o trabalho da manutenção de jardins, piscinas e outros itens que são encontrados em casas.” Diretora comercial da RKM Engenharia, Adriana Bordalo acredita que esse tipo de empreendimento é um conceito que veio substituir as casas que antigamente eram tidas como mansões, e que perderam um pouco de seu espaço no mercado. “Primeiro porque, por serem casas independentes, deixaram de ter tanta segurança quanto os proprietários desejam. E, segundo, com o crescimento das cidades, os bairros nobres foram quase completamente verticalizados, não havendo espaço para novas construções.” De acordo com ela, atualmente é muito difícil encontrar mansões em bairros nobres, como Lourdes, Funcionários e Savassi. Com isso, as mansões ficaram restritas a condomínios e bairros afastados do Centro da cidade. “Além disso, a verticalização levou a uma perda da privacidade das mansões. Por isso, as mansões suspensas são opção para quem quer morar com conforto sem abrir mão da segurança e da localização”, completa Adriana Bordalo.

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