Mãos à obra

Mãos à obra

  Júnia Leticia – Estado de Minas O bom profissional faz toda a diferença na finalização do trabalho. Confira algumas dicas
Fotos: Eduardo Almeida/RA Studio
Pisos de concreto estampado, explica o arquiteto Jacques Lazzarotto, são ideias para espaços como calçadas e garagens
Utilizar pisos que não se adequam ao restante do ambiente, destoantes dos materiais complementares do revestimento, é só um exemplo do que fica ruim nesse tipo de projeto, conforme o professor Jacques Lazzarotto. “Nesse caso, o piso passa a ser um elemento estranho”. Em áreas externas, é desaconselhado o uso de qualquer revestimento que cause trepidação. Segundo Jacques Lazzarotto, essa alternativa, além de ficar muito ruim, causa insegurança. “Como exemplo, a prática secular de usar calçada portuguesa em área de circulação já passou, há muito tempo, de ser abolida. Pode ser usada como elemento decorativo, mas não funcional”. Outro exemplo do que deve ser evitado, de acordo com o professor, é o uso de pedra polida em áreas de circulação externa sujeitas a chuva. “Pisos para trânsito de pessoas com juntas de dilatação ou fendas maiores do que 1,5cm também são extremamente ruins e perigosos”, exemplifica. Além de comprometer a segurança, o descuido com esses critérios prejudica esteticamente o resultado da obra. Como grande parte dos pisos disponíveis no mercado é de tamanho modulado, para melhor acabamento, quando da elaboração do projeto, é importante fazer a “paginação do piso”, como explica Maurício Miranda. “É preciso determinar a forma como o revestimento deverá ser assentado: onde começa e termina, definindo, previamente, onde haverá recorte das peças”. Na hora de executar esse trabalho, o arquiteto diz que procura “paginar” o piso de modo que esses recortes fiquem em locais de menor visibilidade. “Tais como sob bancadas em banheiros, sob sofás e mobiliários em quartos e salas”, conta.
 
“É preciso determinar a forma como o revestimento deverá ser assentado” – Maurício Miranda, arquiteto
INVESTIMENTO Os porcelanatos estão entre as opções de revestimento mais baratas quando se fala de tecnologia para piso. Eles podem ser encontrados a R$ 30 o metro quadrado (m2). Já os laminados estão na faixa de R$ 39 o m2. Mas o valor varia bastante, dependendo das dimensões e qualidade do produto. Maurício Miranda fala que no mercado há opções muito baratas e com bom efeito estético e funcional. “Tais como o piso cimentado queimado com tratamento com resina, que pode ser utilizado em ambientes residenciais: salas, quartos, escritórios e banheiros, exceto nos boxes”. Os valores variam de acordo com o tamanho e a complexidade do trabalho a ser desenvolvido. “Um projeto de piso para um deck de piscina, por exemplo, com 200m2, projetado e detalhado, fica em torno de R$ 5 mil”, fala Maurício Miranda. O ecoblock, produto ecologicamente correto que também pode ser usado em decks, está entre as soluções mais caras. “Como era de se esperar, esses produtos chegam ao mercado com preços ainda elevados para o uso em massa”. Entretanto, com o passar dos anos a tendência é que os produtos sustentáveis sejam incorporados ao rol daqueles mais empregados nas construções, como acredita Maurício Miranda. “Com a produção em maior escala, os preços deverão encontrar seu patamar de acessibilidade ao consumo”. Hoje, o metro quadrado do ecoblock custa cerca de R$ 120, mais instalação. O preço final fica basicamente o mesmo de um piso de madeira.

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