Meu pequeno “gênio” multimídia

Pode perguntar para qualquer pai ou avô: as crianças de hoje estão cada vez mais surpreendentes e espertas, não é mesmo? Em um mundo no qual as tecnologias vão se sucedendo umas às outras, fica difícil acompanhar o ritmo dos “pequenos gênios”, que, se bobear, sabem usar um celular antes mesmo de aprender a falar.
Para a maior parte deles, brincar nas ruas ou no playground — coisa normal para as gerações anteriores — tornou-se sem graça e tem perdido espaço para as novas tecnologias. Muitos optam por passar horas no videogame, assistindo à televisão ou em frente do computador, seja jogando ou “conversando” em redes como Orkut, Facebook ou Twitter. E-mail? Ficou fora de moda para essa garotada!
Essa postura high-tech tende a criar conflitos com pais e avós, pois eles acham que as crianças estão perdendo a parte mais gostosa da infância, vivenciada — pelo menos por eles — ao ar livre. Então, como conciliar os dois lados? Segundo o expert em conflito de gerações Sidnei Oliveira, é menos complexo do que parece. Primeiro, vamos entender o que se passa na cabeça dos mais velhos. Oliveira acredita que as gerações passadas (divididas em tradicionais, baby boomer e X) viram o tempo passar mais devagar. Os chamados tradicionais, ou seja, que nasceram entre as décadas de 1920 e 1940, tinham como principal meio tecnológico o rádio. Eles e a geração baby boomer (batizada dessa forma pela explosão de nascimentos após a Segunda Guerra Mundial) brincavam muito na rua.

O marco da década de 1960

“A televisão surgiu na geração baby boomer, mas ainda assim era difícil ter um televisor em cada lar”, explica Sidnei. Tudo era dividido. Os filhos — e eram muitos nessa época, em média quatro por família — compartilhavam o mesmo quarto. A mãe ainda representava presença forte dentro do lar e o pai, geralmente, passava a vida em uma mesma empresa. A geração X, que simboliza os que nasceram entre as décadas de 1960 e 1980, mudou um pouco as coisas — ela ganhou a alcunha por causa de Malcolm X e sua revolução. De descendência negra, ele foi um símbolo de transformação e luta pela independência econômica e pela defesa dos negros. Sua atitude irreverente influenciou diversos jovens que nasceram nesse período. Como dividiam tudo com os irmãos, resolveram dar mais conforto para os filhos. Isso se traduz em um quarto e uma televisão para cada um, por exemplo. “Nessa fase, a mulher começa a sair para o mercado de trabalho e se consolida como profissional, e era comum os pais dessas crianças cursarem faculdade”, explica Oliveira. Os bebês que surgiram entre os anos 1980 e 2000, que pertencem à geração Y (letra que batizou grande partes dos recém-nascidos da União Soviética na década de 80), foram criados de maneira bem mais individualista do que seus pais e avós. Brincavam com videogame e recebiam bem mais estímulos tecnológicos, seja pelo computador — com o advento da internet, principalmente — ou pelo videocassete e, posteriormente, o DVD. Imagine então a geração Z (de control z: desfazer, na linguagem informática, ou zapear), que já veio ao mundo com iPhones, iPods e videogames que parecem reproduzir uma situação real? Essas são as mentes espertas e atentas de hoje. E vamos fica de olho para saber como lidar com elas de igual para igual e não sermos ultrapassados por “pequenos gênios” tecnológicos. Afinal, a experiência da idade não pode ser ignorada e ainda oferece muito aprendizado para esses pequenos. Myspace Glowing text

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