Ministério do Turismo muda a classificação de hotéis no Brasil

Foram criadas sete categorias para hotéis, pousadas e resorts. Todos serão classificados por estrelas. A adesão ao novo sistema não é obrigatória. Mas as mudanças ajudem a conquistar turistas na Copa do Mundo. [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=xIipePZJbbs&w=400&h=300] A casa na ladeira centenária de Ouro Preto virou hotel cama e café — um tipo muito comum na Europa, que acaba de chegar ao Brasil. O banheiro pode ser coletivo, mas o preço da diária é mais em conta. “Pra mim foi fantástico, poder abrir a geladeira, pegar as coisas, ter liberdade de sentar, de conversar, eu me senti um convidado da casa”, diz a professora Leinig Perazolli. Além da categoria cama e café, existem outras seis. E a classificação por estrelas agora vale para todas: os hotéis mantêm de uma a cinco estrelas, hotéis fazenda e pousadas também. Cama e café varia de uma a quatro; resorts, apenas quatro ou cinco estrelas; já flats e hotéis históricos, podem ter de três a cinco estrelas. “O hotel histórico tem a característica do tempo da cidade, da história da cidade”, diz a gerente comercial Camila Gischewsky. O prédio do século 19 é tombado pelo patrimônio. Dentro dos quartos, o estilo colonial preserva as características históricas, mas sem deixar de oferecer ao hóspede o conforto que um padrão de luxo exige. O banheiro de uma suíte tem 18 metros quadrados. O quarto, quatro ambientes. Características que devem incluir o hotel histórico no padrão cinco estrelas. Mas não é só a infraestrutura de luxo que garante a classificação. Para manter a pontuação máxima, um hotel de Brasília investiu nos serviços e criou uma “central de paparicos” para os hóspedes. “A gente transformou uma simples telefonia numa central de desejos. Desde uma simples passagem de roupa até o aluguel de um avião, a gente realiza”, fala o coordenador da Guest Services Daniel Braga. Um hotel fazenda, na região metropolitana de Belo Horizonte, também aposta nos serviços para se tornar um resort. Investimento de R$ 10 milhões. “Nós estamos aproveitando esse momento de crescimento do Brasil, junto com esses grandes eventos que vão vir pra ampliar também os nossos negócios”, explica o diretor operacional do hotel João Checker. A adesão ao novo sistema não é obrigatória. Mas a expectativa é que as mudanças ajudem a conquistar os estrangeiros na Copa do Mundo. “É uma orientação pro turista, não só o turista estrangeiro, como o turista brasileiro e para as empresas também porque você está pagando um preço correto pelo tipo de hotel que você espera” afirma a presidente da Abih-MG Silvânia Capanema.

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