Nova-iorquinos transformam apartamentos em galerias de arte

 Nova-iorquinos transformam apartamentos em galerias de arte

Isso acontece, em parte por reflexo da recessão. Mostrar arte em casa evita o custo alto das galerias e leva arte para novos bairros.

JORGE PONTUAL Nova York, EUA  
Uma festa muito descolada em Nova York, com jovens artistas, designers de moda. É um vernissage, a abertura de uma exposição de arte. Mas em vez de acontecer em uma galeria, o local é a residência de um empresário. Será que é bom abrir seu apartamento a um monte de estranhos? O anfitrião conta que nunca deu uma festa tão grande, mais de 300 pessoas. Festas assim viraram moda no último ano. Em parte, reflexo da recessão. Mostrar arte em casa evita o custo alto das galerias. Estão levando arte para novos bairros. É uma nova Nova York, diz a designer de moda. Chinatown, o bairro chinês de Nova York, onde quase tudo é escrito em mandarim, é o último lugar onde você esperaria encontrar arte contemporânea. Mas é exatamente o que nós viemos ver em um apartamento. Piper e Alex dividem um apartamento minúsculo. Transformaram a sala e os dois quartos em galeria de arte. Já fizeram 14 mostras. Agora estão exibindo o trabalho de três fotógrafos. Um deles, John Miller, diz que essa nova moda, de arte em casa, lembra os anos 1970, quando não havia tantas galerias quanto hoje. No mesmo dia, fomos a outro bairro distante do circuito de arte, Astoria, em Queens, onde o projeto Parlour, ou seja, sala de visitas, exibe o trabalho de sete artistas na casa de Carmelle, ela mesma uma artista plástica. As organizadoras, Ciara e Leslie, dizem que a ideia é tirar a arte do espaço fechado, branco e estéril das galerias e ao mesmo tempo oferecer uma nova vitrine para jovens artistas. Sam, o curador da exposição, destaca como um charme do projeto a integração das peças exibidas com o que Carmelle possui. Um closet é um exemplo: a artista misturou objetos à roupa de cama da dona da casa. Vai ser um problema separar tudo, mas o resultado é bem curioso…

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