P.H entrevista – Márcia Bueno

marciaDando sequencia a nossa série de entrevistas, a nossa convidada de hoje é a Jornalista Márcia Bueno Jornalista/Repórter na empresa Mercado Central Belo Horizonte Repórter na empresa Rádio Inconfidência               Confere aí o que ela disse: C.P- Conta aí pra gente como e quando se decidiu ser Jornalista? O jornalismo surgiu na minha vida totalmente por acaso, já que eu não tinha a menor idéia de qual profissão seguir. Sabia apenas que gostava de português, literatura, não queria ser professora- sem qualquer demérito à profissão- e meu teste vocacional havia indicado a área de humanas. Então passei a faculdade como um espírito vagando sem eira nem beira. Foi apenas quando me formei e comecei a trabalhar no jornalismo diário que tive a exata noção do quanto era intelectualmente estimulante esse ofício. Comecei no impresso, fiz uma pausa para a área de vendas e depois retomei com o jornalismo radiofônico, apelidado de cachacinha no meio, porque é deliciosamente embriagante e viciante. C.P – Da vivência na prática Foi na Rádio Inconfidência que desenvolvi boa parte das habilidades comunicativas e de expressão que tenho hoje, assim como a noção de ética jornalística, de respeitar e dar lugar ao maior número de pontos de vistas envolvidos num acontecimento ou questão. No entanto todos os tipos de veículos de comunicação têm limitações de espaço, de linha editorial, etc. E isso vem não apenas de interesses econômicos e políticos, mas é antes originário da transformação do jornalismo em empresas de jornalismo que, como toda empresa, precisa obter lucros. C.P – Qual a sua opinião sobre a censura no Brasil Não acredito em censura, pois nossa sociedade democrática tem evoluído com o passar dos anos. Pelo menos não acredito que ela seja explícita, descarada. Hoje em dia, está muito mais diluída, velada. Até mesmo porque aqueles que têm poder de censura já começam a, pelo menos, tentar disfarçá-la, pois enxergam que os consumidores de notícias estão mais exigentes e, o mais importante, o cidadão também está (aquele que começa a acordar, apesar de ainda votar errado). C.P –  Mande uma mensagem aos jovens que pretendem ingressar nesta profissão O jovem que pretende ingressar na faculdade de jornalismo, deve colocar em sala de aula essas discussões, porque o ideal de jornalismo é nobre e desejável de se aprender, mas também é preciso refletir sobre como se posicionar diante dos dilemas que a profissão impõe. Exemplo são os interesses diversos de cada veículo, cada qual com suas limitações devido à própria natureza e às escolhas editoriais das empresas de comunicação, que podem optar por polemizar, aprofundar  ou não determinados assuntos e os espaços que dão aos variados tipos de tema. E tem mais, todo jornalista vai ter pelos menos algumas reportagens recusadas. Quem nunca passou por isso, “que atire a primeira pedra”. E os motivos são diversos: temas mais prioritários que surgem, falhas do repórter na produção da reportagem, interesses contrários aos da empresa… E depois de sete anos vivenciando tudo isso no universo do jornalismo diário, uma arejada na minha vida profissional, com o surgimento do Mercado Central. Faço um jornal interno que divulga as decisões do Conselho Administrativo da entidade para todos os comerciantes e associados e também aborda a infinidade de eventos e novidades que envolvem esse pedaço de Belo Horizonte, onde cabe o mundo. E cheguei num momento em que a Associação têm passado por uma série de inovações, nova sinalização, modernização do estacionamento, projetos para reformas diversas, e a própria retomada do jornal, todas melhorias para quem trabalha e/ou frequenta o local. Mas é claro que sempre há muito o que fazer para tentar conciliar as mudanças dos tempos com a tradição que o espaço sustenta. Caso precisasse resumir a minha vida profissional em uma frase: Mirei no que vi e acertei no que não vi.  E isso, honestamente, foi muito bom!   Um forte abraço e obrigado por participar !  

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