Projeto autoriza uso do FGTS para compra de imóvel rural

Projeto autoriza uso do FGTS para compra de imóvel rural Pela atual regulamentação, recursos do fundo só podem ser usados para a compra de imóvel residencial e urbano. PL visa à inclusão de imóveis rurais, desde que sejam destinados ao uso direto pelo agricultor e sua família. A Câmara analisa o Projeto de Lei 6811/10, do senador Paulo Paim (PT-RS), que autoriza o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de imóvel rural destinado à exploração direta pelo agricultor e sua família. Atualmente, a legislação (Lei 8036/90) autoriza o saque do fundo em diversas situações, como em casos de demissão sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria pela Previdência Social e se o trabalhador ou algum de seus dependentes for portador de câncer. Segundo a proposta, o uso do FGTS só será permitido para a compra de imóvel classificado como “propriedade familiar”, cuja área varia de acordo com a região. Discriminação – Paim argumenta que sua proposta busca corrigir “uma situação discriminatória” contra os trabalhadores rurais, uma vez que o trabalhador urbano tem “sido beneficiado, desde a criação do FGTS, com a possibilidade de movimentar a sua conta vinculada para adquirir sua casa própria, no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação”. Segundo o senador, mesmo após a Constituição de 1988 ter estendido o direito a utilização do FGTS a todos os trabalhadores, “os empregados rurais continuam não podendo sacar sua conta vinculada para a compra de um imóvel rural”, afirma. Tramitação – O projeto tramita em caráter conclusivo, rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); ou se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário; pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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