Reconhecimento da profissão de corretor reflete a importância do mercado imobiliário

 
23 de agosto de 2010 – O bom momento vivenciado pelo setor da construção civil coloca em evidência um profissional responsável pela credibilidade dos negócios: o corretor de imóveis. Junto com o reconhecimento crescente de sua importância, aumentam também as exigências de quem trabalha com compra, venda e locação de unidades habitacionais e comerciais. Hoje, esse profissional precisa ter formação específica e passar por atualizações constantes para mediar as transações. Tal importância fez com que esse profissional ganhasse um dia dedicado a ele: dia 27, sexta-feira, comemora-se o Dia Nacional do Corretor de Imóveis. Uma das mais antigas do país, a profissão começou a ser exercida ainda durante a colonização, quando as pessoas ganhavam a vida procurando pousadas para os recém-chegados ao Brasil. De lá para cá, a categoria cresceu e agrega, aproximadamente, 22 mil pessoas só em Minas Gerais. Além disso, o surgimento de cursos específicos contribuiu para a profissionalização dos serviços. Essas informações são do diretor de Desenvolvimento Profissional da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e diretor da Casa Mineira Imóveis, Jamerson Leal. Segundo ele, a profissão foi reconhecida devido à sua grande importância na sociedade. Mas foi no século 20, com o desenvolvimento das cidades e a crescente comercialização de imóveis por meio de anúncios em jornal, que a corretagem passou a existir como profissão, como conta o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Minas Gerais (Sindimóveis-MG), Paulo César Dias de Souza. “O corretor de imóveis, nessa época, era conhecido como agente imobiliário. Como não existiam cursos de formação relativos à área, a escola da vida acabou formando os primeiros profissionais.” De acordo com o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG), Paulo José Vieira Tavares, a profissão foi reconhecida legalmente em 1962, com o advento da Lei 4.116. “Posteriormente, foi revogada pela vigente Lei 6.530, de 12 de maio de 1978, e pelo Decreto-lei 81.871/78”, completa Paulo Tavares. Depois da regulamentação, as pessoas que davam pouco valor a essa atividade passaram a conhecer melhor seus aspectos técnicos, como observa o diretor da CMI/Secovi Jamerson Leal. “Veio, então, a exigência de uma formação mínima para o exercício da profissão, um curso técnico, de nível médio: Técnico em Transações Imobiliárias (TTI)”, conta, acrescentando que em 2002 foi a vez de a profissão ser reconhecida, também, pelo Código Civil, no capítulo XIII. Para o presidente do Creci-MG, o reconhecimento da profissão reflete a importância do mercado imobiliário para a sociedade. “A propriedade imobiliária, bem como a moradia, são direitos constitucionalmente garantidos, donde se constata a necessidade de fiscalização por órgão legalmente constituído, como o Creci-MG.” Myspace Glowing text

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