Uma volta por BH: Tranquilidade à beira da lagoa

Com mais de 60 anos de existência, Bandeirantes, próximo a um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte, reúne belas mansões em área repleta de árvores e bastante sossegada “Há alguns terrenos vagos, mas acho que a região não valoriza tanto quanto a Zona Sul. Talvez seja por não poder construir prédios” – Mauro Deslandes, engenheiro eletricista Localizado na Região da Pampulha, o Bairro Bandeirantes surgiu na década de 1940, remanescente de fazendas que existiam no local. Com ruas tranquilas e limpas, o bairro se destaca pela quantidade de árvores. A preocupação ambiental e com o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer, garante ao local uma das poucas áreas livres da construção de prédios em toda a capital mineira. Morador do bairro há 17 anos, o engenheiro eletricista Mauro Deslandes destaca o contato com a natureza e a calma como algumas das principais vantagens de morar no Bandeirantes. “Tem muita área verde, não tem trânsito e há facilidade de estacionamento. E, como não tem boates e bares, não tem barulho à noite”, comenta. Desde que o engenheiro eletricista se mudou para lá, a rotina no Bandeirantes não é muito diferente. Segundo ele, já naquela época o bairro era exclusivamente residencial, característica que conserva até hoje. “Já estava estruturado dessa forma. Sem prédios. Só casas”, comenta Mauro. Ocupado por muitas casas antigas e grandes lotes, o bairro tem tido grande procura atualmente, como observa o engenheiro. “Há alguns terrenos vagos, mas acho que a região não valoriza tanto quanto a Zona Sul. Talvez seja por não poder construir prédios. Assim, um lote de mil metros quadrados é mais barato aqui do que um de menor dimensão lá”, compara. Também não é muito difícil achar casas para comprar. Isso porque, com a redução das famílias, muito preferem se mudar para imóveis menores ou mesmo apartamentos, que são mais seguros. “Às vezes têm casas para vender. Como são grandes e os filhos vão casando e se mudam, quando os moradores ficam sozinhos, por questão de segurança, preferem se mudar”, explica o engenheiro. Mas, para assegurar a tranquilidade, Mauro Deslandes conta que os moradores adotaram o sistema de prevenção contra a criminalidade Rede de Vizinhos Protegidos, da Polícia Militar. O projeto tem como objetivo formar um grupo de moradores que se ajudam mutuamente. No sistema, eles, orientados pela Polícia Militar, adotam estratégias para se proteger. Outra vantagem do Bandeirantes é a facilidade de acesso a várias áreas e locais de lazer, como o Mineirão, o Mineirinho e o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Apesar disso, o bairro tem como desvantagem a falta de uma boa infraestrutura comercial. “Aqui a gente tem que recorrer a bairros vizinhos, como o Ouro Preto, para ir ao comércio, à padaria”, comenta Mauro. Já para quem quer chegar ao bairro, o acesso mais fácil é pelas avenidas Carlos Luz e Antônio Carlos. Com relação às vias do bairro – que têm nomes italianos -, as principais são as avenidas Cremona e Novara. De transporte coletivo, a linha 2004 (Bandeirantes/Olhos D’água). MERCADO Estudos feitos na capital, por meio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Fundação Ipead/UFMG), classificam o Bandeirantes como de luxo. Essa identifição é obtida a partir da renda média dos chefes de família do bairro, que é igual ou superior a 14,5 salários mínimos. De acordo com a pesquisa, realizada em janeiro, os valores médios de aluguel na região – considerando a classe do bairro – são de R$ 4.142 para casas de três quartos com dois banheiros. No mercado de compra e venda foram encontradas dezenas de ofertas no portal Lugar Certo do Estado de Minas. Os valores variaram entre R$ 380 mil a R$ 3,6 milhões. Por: Júnia Leticia – Estado de Minas

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