Volume de vendas recua, mas preços seguem em alta

Número de transações caiu 9%, enquanto valor dos negócios cresceu 11% .

Preços de imóveis em BH subiram 11% em 2012
Preços de imóveis em BH subiram 11% em 2012
Embora o volume de transações do mercado imobiliário de Belo Horizonte esteja diminuindo nos últimos anos, a trajetória do aumento dos preços dos imóveis na Capital – que não mostra sinais de reversão – garantem ontantes cada vez mais expressivos ano após ano. Isso foi o que mostrou pesquisa obtida em primeira mão pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO. O levantamento foi realizado pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que conta ainda com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Conforme a pesquisa, que não considerou imóveis na planta uma vez que os dados foram baseados nas emissões do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, só de 2011 para 2012 o número de transações imobiliárias caiu de 29.229 para 26.620 – queda de 9% -, enquanto o valor total dos negócios cresceu de R$ 8,652 bilhões para R$ 9,609 bilhões – alta de 11%. De 2008 até 2012, a queda em número de transações envolvendo imóveis em Belo Horizonte foi de quase 20%, mas o valor gerado com estes negócios praticamente dobrou em cinco anos, passou de R$ 4,817 bilhões para R$ 9,609 bilhões, segundo os dados do levantamento. “Mesmo com queda no volume de transações, o preço não caiu nos últimos anos, pelo contrário, aumentou. Essa também é a tendência atual, ou seja, o mercado terá uma menor velocidade de vendas, mas com preços ainda em crescimento”, afirma o presidente da CMI/Secovi-MG, Evandro Negrão de Lima Junior. Ainda de acordo com o estudo, os apartamentos foram o tipo de imóvel mais negociado nos últimos anos. Só em 2012, os apartamentos representaram 69,8% das transações e geraram 73,3% do valor geral dos negócios imobiliários no exercício. O valor médio deste tipo de moradia durante o ano passado foi de R$ 379,2 mil, 22,8% maior que a média apurada em 2011 (R$ 308,8 mil). As casas aparecem em seguida com uma participação de 10,8% no número de transações e de 11,1% no montante dos negócios imobiliários em 2012. O restante, cerca de 19,4% em volume e 15,6% em valor, estão distribuídos entre lotes, lojas, salas, galpões, barracões, vagas comerciais e vagas residenciais.
Apartamentos foram o tipo de imóvel mais negociado nos últimos anos, representando 69,8% das transações
Apartamentos foram o tipo de imóvel mais negociado nos últimos anos, representando 69,8% das transações
Projeção – Para 2013, especificamente, o presidente da CMI/Secovi-MG estima que a velocidade das transações imobiliárias em Belo Horizonte continuará se acomodando, mas os preços devem subir, segundo ele, em índices próximos ou pouco superiores ao da inflação do exercício. Foi exatamente o que mostrou uma outra pesquisa da Ipead, divulgada recentemente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG). Este levantamento mostrou que as vendas de apartamentos novos no primeiro trimestre do ano na Capital foram 30,94% menores do que a realizadas no mesmo período de 2012, queda próxima à do número de lançamentos, cuja redução foi de 32,97%. Esta pesquisa mostrou também que o número de novas unidades disponíveis para venda caiu 12,36% nos três primeiros meses do ano em relação ao mesmo intervalo do exercício passado, enquanto a velocidade de vendas foi 3,73 pontos percentuais menor, na mesma comparação. LEONARDO FRANCIA

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